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Noticia Mirandela Terra quente – D.Duarte, Monarquia Aberta Maio 5, 2008

Posted by Paiva Monteiro in D.Duarte, IDP, Informação, Monarquicos.
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Notícia

02-05-2008 – 15:51

Dom Duarte defende manutenção da Linha do Tua

A região tem muito pouco a ganhar com a construção da barragem”, diz Dom Duarte de Bragança, que esteve de visita ao município de Mirandela. Aquele que seria o rei de Portugal, caso o país fosse uma monarquia em vez de uma República foi mais longe e disse mesmo que “quem ganha é a EDP”.
A Linha do Tua foi o tema da “sessão de trabalho” da manhã do dia 26, em que participou “Sua Alteza Real”, anunciava o prospecto da autarquia. E Dom Duarte mostrou que acompanha o processo de construção da barragem do Tua. Acredita que “a Linha do Tua é um grande trunfo turístico, por um lado, e pode ser melhorada”.
“A barragem de Foz Côa é que podia ser construída. Tem muito mais interesse na produção de electricidade e não foi construída por razões político partidárias e por pressões espanholas, em parte. O aumento do turismo em Foz Côa devido às gravuras foi mínimo, enquanto que se tirassem uma parte das gravuras do seu local, cortando-as e transportando para o museu, com certeza que já seria fácil as pessoas irem vê-las”, sugere Dom Duarte de Bragança.
O descendente monárquico é defensor da teoria de que se alguns produtos, como combustíveis, fossem transportados via rio ou linha do Douro para Trás-os-Montes os mesmo ficariam mais baratos. “O transporte de mercadorias pelo rio e linha do Douro seria mais barato do que o transporte rodoviário, por camião”, refere.
Para José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, que sempre se opôs à construção da barragem, já que isso implicaria a submersão da linha do Tua, a posição de Do Duarte é bem vista: “Não tenho dúvidas de que é um bom aliado e um grande defensor da Linha do Tua. Tudo o que possa ser feito para divulgar as potencialidades da Linha para que não se construa a barragem está a ser bem feito”.
A visita de Dom Duarte ao distrito de Bragança (esteve também em Bragança no dia anterior, 25 de Abril) foi organizada pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), e o presidente desta instituição esclarece que se trata de um “programa de visitas temáticas para aprender com as regiões”. Mendo Castro Henriques acrescenta que com as sessões de trabalho também se pretende aproveitar o contributo de vários associados do IDP das mais variadas áreas, e que já deram origem ao livro “O Erro da Ota”.
“Entendemos que podemos reflectir em conjunto com as autarquias problemas que ultrapassam o espaço local”, diz Mendo Castro Henriques. No entender do presidente do IDP “a linha do Tua é insubstituível e irremovível” e também este responsável é da opinião que “uma barragem poderia ser um bom negócio para a EDP mas um mau negócio para a região”.

Pedro Faria

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